Serviços estéticos e responsabilidade civil

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Flaviana Rampazzo Soares

Resumo

O editorial examina, sob perspectiva consumerista, a responsabilidade civil dos profissionais liberais que realizam serviços estéticos. Destaca-se a mercantilização do corpo e a influência de padrões socioculturais e tecnológicos na ampliação da demanda por procedimentos, o que intensifica riscos e impõe ao Direito a necessidade de respostas normativas mais rigorosas. Nesse contexto, afirma-se a incidência do regime do CDC nas relações entre usuários e fornecedores, com ênfase na vulnerabilidade do consumidor, no dever qualificado de informação e na centralidade do consentimento livre e esclarecido. O texto sustenta que a responsabilidade civil no setor estético é multifatorial, envolvendo aspectos técnicos, informacionais e éticos, sendo agravada pela natureza eletiva dos procedimentos e pela assimetria informacional. Ressalta-se a relevância da boa-fé objetiva, dos deveres fiduciários e da construção do resultado legitimamente esperado, bem como a distinção entre falha técnica e falha informacional como fundamentos autônomos de responsabilização. Por fim, enfatiza-se que a adequada documentação, a transparência comunicacional e a observância de padrões técnicos e bioéticos constituem elementos essenciais para a proteção do consumidor e para a conformidade jurídica da atuação profissional nesse mercado.

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Como Citar
RAMPAZZO SOARES, Flaviana. Serviços estéticos e responsabilidade civil. Revista IBERC, Belo Horizonte, v. 9, n. 2, p. V-XVI, 2026. DOI: 10.37963/iberc.v9i2.402. Disponível em: https://revista.iberc.org.br/iberc/article/view/402. Acesso em: 12 jul. 2026.
Seção
Editorial